Compensação Ambiental

Se o seu empreendimento tem vegetação nativa, árvores isoladas ou espécies protegidas, é provável que você precise solicitar autorização de corte ou realizar o transplante de árvores.
Esse processo é obrigatório em vários estados e municípios, incluindo Mato Grosso do Sul, e está diretamente ligado ao licenciamento ambiental.

O problema é que muitos empreendedores descobrem isso tarde demais — quando a obra já está em andamento ou quando recebem uma notificação do órgão ambiental. Por isso, saber como funciona o processo evita multas, retrabalhos e atrasos.

Quando é necessária a autorização de corte

A autorização deve ser solicitada sempre que houver:

  • supressão de vegetação nativa;
  • remoção de árvores isoladas;
  • intervenção em espécies protegidas em legislação federal, estadual ou municipal;
  • obras em áreas urbanas com árvores consolidadas;
  • interferência de raiz, copa ou tronco com o projeto;
  • impacto em APP (somente casos autorizáveis).

Em loteamentos, condomínios, obras públicas e empreendimentos industriais, o inventário arbóreo é quase sempre obrigatório.

Etapas do processo de autorização

  1. Inventário Arbóreo: identificação de cada árvore, altura, CAP, fitossanidade, espécie e coordenadas.
  2. Diagnóstico ambiental: avaliação de risco, valor ecológico e possibilidade de preservação.
  3. Projeto de supressão/transplante: definição das árvores a remover, preservar ou transplantar.
  4. Protocolo no órgão ambiental: envio com ART, inventário e justificativas técnicas.
  5. Compensação ambiental: plantio de mudas, doação de mudas ou manutenção de área verde.

Sem esse processo, qualquer corte é considerado infração ambiental, mesmo que a árvore não esteja em APP.

Transplante de árvores: quando vale a pena?

O transplante é indicado quando:

  • a espécie é protegida;
  • a árvore tem grande porte ou valor paisagístico;
  • é possível preservar a vegetação original do terreno;
  • a remoção causaria impacto maior do que o deslocamento.

Com equipamento adequado e equipe técnica experiente, o transplante tem alta taxa de sucesso.

Como reduzir custos no processo

Os custos de supressão ou transplante variam conforme a quantidade de árvores, tamanho e exigências do órgão ambiental. Mas há formas de economizar:

  • Planejar o projeto urbanístico em torno das árvores principais (reduz supressão e compensação);
  • Combinar supressão + transplante para equilibrar o número de compensações;
  • Evitar espécies protegidas durante implantação de vias internas;
  • Apresentar diagnóstico técnico completo para evitar exigências adicionais do órgão;
  • Realizar inventário antes de comprar o terreno (fundamental!).

Como a Ethos atua

A Ethos Consultoria Ambiental realiza todo o processo de forma integrada:

  • inventário arbóreo com georreferenciamento (drone e RTK);
  • identificação de espécies protegidas e risco fitossanitário;
  • projeto de supressão, transplante ou preservação;
  • protocolo e acompanhamento junto ao órgão ambiental;
  • plano de compensação e relatório de execução.

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